Por conta de alguns trabalhos, não temos tido oportunidade de vir aqui frequentemente. Por isso, como estamos fazendo com nossa coluna no jornal OERJ, traremos, em alguns posts, uma pequena série de crônicas, intitulada O Militante. A sequência tem sete capítulos e integra o livro Castelos na Areia & Fatos Afins, publicado por nós em 2009. Acompanhem:
Introdução
I – A criança
“Engraçado”, pensava o garoto. Se o trabalho, que era importante, passava longe dos homens da casa, o que ele tinha que ver com tudo aquilo de acordar cedo e sair pela rua procurando meios de ganhar trocado? Será que em pequeno é que se fica conhecendo o trabalho e quando se cresce – quando já se aprendeu, imaginava – não precisa mais fazer esforço?
Se alguém lhe perguntasse – se alguém reparasse no garotinho baixo, de cabelos sujos e roupas rasgadas – não saberia explicar o porquê de perder tanto tempo escoltando os passos de gurias que muitas vezes nem sequer conhecia. Não saberia explicar muitas coisas, aliás. Pouco entendia da vida e das causas de tantas reclamações e insatisfações. Não ligava. Não lhe importavam essas complicações dos adultos. Apenas uma coisa queria entender, obstinadamente:
Mas por que os outros eram ricos e eles não?
“Porque a vida é assim mesmo, alguns têm e outros não”.
Mas por quê?
A paciência geralmente se esgotava aqui. E ele ficava sem a resposta, perguntasse a quem fosse.
Os dias iam se sucedendo, devagar, e nada era diferente na monótona rotina de Simplício. A não ser uma inquietação que ia nascendo, por enquanto muda e surda. Seu maior anseio ia tomando forma. E o que com frequência desejava mais ardentemente – mais até que crescer e ser homem – era ser rico.
Sds,
Daniele Barizon
Boa noite amiga Daniele Barizon,
ResponderExcluirAcabei de ver sua visita, no meu blog, a qual venho agradecer, e desejar para você uma noite muito feliz.
Quanto ao seu texto. Política e mais política.
Como aqui em Portugal, política, políticos e justiça andam por aí de mãos dadas.
Passeando e gozando às custas de quem trabalha, e deixam o barco a deriva até ele se afundar!
Um beijo.
Entendo que, independente da política, sempre desastrosa, educar uma criança é preponderante, se desejamos ver algo mudar. Criar a ambição de "ser rico" em uma cabecinha que não conhece a vida pode trazer sérias consequências, como a ausência de valores éticos e morais. Semelhante àquela que presenciamos em muitos dos governantes.
ResponderExcluirObrigada pela visita, que retribuo com prazer. Bjs.
Um dia repleto de paz e poesia pra ti minha amiga querida...beijos e beijos.
ResponderExcluirOi Dainele!
ResponderExcluirSempre bom ler um texto seu e ver como você trata problemas que muitas vezes passam despercebidos.
e com certeza temos muitos Simplícios por ai nesse nosso Brasil.
mas poucos chegam ao seu objetivo.
Grande abraço.
Gostei muito, Daniele.
ResponderExcluirPerguntas sem respostas que vão criando no seu íntimo as sementes da revolta. Tema muito bem tratado. Fico a aguardar mais...
Bjo
Olinda
Daniele, obrigado pela visita.
ResponderExcluirConheci um Simplício quando criança.
Não o vi mais. Não sei se está rico hoje, mas soube que era funcionário da Receita Federal.
Um abraço, beijos.
Olá, bom final de semana Daniele
ResponderExcluirGostei desse outro gênero de escrita. Bem escrito, pois reporta-te a essas questões do cotidiano, de tantas pessoas. Perguntar, ficar inqieto com aquilo que não comprendemos nem entendemos é um dos segredos para ser um ser ativo, MILITANTE DE CAUSAS.
Saudades, Bjs
olá miga querida! Não esqueça de pegar o selinho do Dia das Mulheres, ofereço com maior carinho! :) e, porque afinal, dia da mulher são todos os dias.... um viva para nós:)
ResponderExcluirbjinho amigo
Joana Neves
http://joana-neves.blogspot.com
Amigos, obrigada pela visita. Segue acima a sequência.
ResponderExcluirBjs!
Dani querida, "Castelos Na Areia E fatos Afins" está aqui ao meu lado. :)
ResponderExcluirCrônicas deturpadas sobre realidades tortas. :) Todo seu talento e todo o meu parabéns!!! Mais uma vez, né?
Um beijo , amiga. :)