segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Série Ministros: VII - Pedro Novais

Nesta segunda o NeointerAtivo traz o perfil de Pedro Novais, do Ministério do Turismo:


Pedro Novais, 81 anos, formou-se em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo, foi auditor da Receita Federal e Secretário da Fazenda do Estado do Maranhão entre 1975-78 e 1988-90. Elegeu-se deputado estadual pelo Arena em 1978. Em 82, pelo PMDB, chegou a suplente de Deputado Federal, cargo que exerceu entre 1983-84. Em 1990, torna-se novamente Deputado Federal pelo PDC. Passou ainda pelo PPR, antes de retornar ao PMDB, pelo qual assumiu o Ministério do Turismo no governo Dilma Rousseff.

Competências do Ministério do Turismo: Desenvolver o turismo como uma atividade econômica sustentável, com papel relevante na geração de empregos e divisas, proporcionando a inclusão social.


Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Novais
http://www.turismo.gov.br/turismo/home.html

Sds,

DanieleBarizon


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Robin Hood contemporâneo?? Brincou...

Reproduzo artigo da Carta Capital:


Álvaro Dias faz caridade. Com o nosso dinheiro

Em entrevista, senador paranaense conta que os R$ 24 mil que recebe mensalmente são doados para instituição. Tetranetas de Tiradentes também têm direito à pensão especial.

O escândalo das “aposentadorias-mais-que-especiais” para os ex-governadores e suas viúvas produz a cada dia uma novidade que supera a anterior. Hoje todo o mérito cabe ao senador Álvaro Dias, do PSDB do Paraná, que havia pedido R$ 1,6 milhão de retroativos.

Em entrevista à Rádio CBN na manhã desta quarta-feira 26 ele afirmou que os R$ 24 mil que recebe todos os meses vão direto para uma instituição de caridade. Ao entrevistador Heródoto Barbeiro explicou que apenas há dois meses recebe o mimo pelos quatro anos passados no governo paranaense e que “refletiu muito” antes de decidir pelo pleito à aposentadoria.

Ao ultrapassar os limites do escárnio com o contribuinte ele afirmou que ao agir desta forma sente-se mais seguro da boa utilização do dinheiro, pois no poder do Estado a soma teria destinos menos nobres.

Os ouvintes da rádio foram implacáveis com o senador e mandaram uma grande quantidade de comentários furiosos para a emissora, vários deles lidos no ar.

A revelação de Álvaro Dias se soma a outras duas novidades reveladas nestes dias. Na segunda-feira 24, a Folha de S.Paulo informou que Hercília Catharina da Luz, de 89 anos, filha de Hercílio Luz, que governou Santa Catarina de 1889 a 1930, por 3 mandatos, recebe todos os meses R$ 15 mil reais de pensão do governo do estado.

Nesta quarta-feira 26 o mesmo jornal conta outra: duas tetranetas de Tiradentes também vão pedir pensão ao governo federal. Carolina Menezes Ferreira, de 67 anos, e sua irmã Belita, de 71, querem o mesmo tratamento dado à caçula da família, Lúcia, de 65. Lei proposta pelo presidente Itamar Franco e sancionada por Fernando Henrique Cardoso em 1996, lhe garantem o benefício. Lúcia recebe apenas R$ 215,00 mensais, mas corrigidos pela inflação iriam para R$ 727,00.

É bem menos que os 24 mil de Álvaro Dias, uma injustiça se considerarmos o papel mais importante desempenhado na história por Joaquim José da Silva Xavier. Mas, convenhamos, nosso mártir mineiro morreu há 219 anos e o senador do Paraná continua vivinho da silva, a atuar no Congresso Nacional. E a receber um bom salário por esta atuação.

Por Celso Marcondes
Extraído de http://www.cartacapital.com.br/politica/alvaro-dias-faz-caridade-como-nosso-dinheiro


E aí, leitor? Vale a pena fazer a árvore genealógica para descobrir se temos algum antepassado político ou mártir???

Sds,

Daniele Barizon

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

E pelo mundo...

Enquanto o Brasil retorna gradativamente à normalidade, após as chuvas que arrasaram a Região Serrana e deixaram mais de 800 mortos, o mundo assiste às novas – e velhas – crises que assolam outros países. Eis o resumo dos últimos dias:

Na Rússia, o primeiro-ministro Wladimir Putin prometeu vingança aos autores do atentado à bomba que matou até agora 37 pessoas, no aeroporto de Domodedovo. A suspeita recai sobre o grupo checheno liderado por Doku Umarov, o mesmo que assumiu a autoria do ataque que matou 40 no metrô de Moscou ano passado. A possibilidade de envolvimento das chamadas viúvas negras, que perderam seus maridos na guerra pela independência da Chechênia, foi descartada. As famílias das vítimas serão indenizadas.

No Egito, a exemplo da Tunísia, a população sai às ruas para protestar contra o ditador Hosni Mubarak, que governa o país desde 1981. As mobilizações, que já deixaram dois mortos, também estariam ocorrendo por meio das redes sociais. Entre as reivindicações dos manifestantes, estão a suspensão da lei da emergência, a saída do ministro do Interior e o limite de tempo para o mandato presidencial.

Na Itália, complica-se cada vez mais a situação de Silvio Berlusconi, em função de vários escândalos, especialmente o caso Ruby – envolvimento do primeiro-ministro com a marroquina Karima el-Mahroug, de 17 anos. Consta-se que tiveram oito encontros entre fevereiro e maio de 2010. Enquanto a oposição se movimenta para pedir sua renúncia, os aliados titubeiam. Será que vão segurar o homem dessa vez?

Por Daniele Barizon
Publicado na coluna Polis do webjornal O Estado RJ

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O poder da iniciativa popular

Ontem participei de uma troca de mensagens muito interessante pelo Twitter, com os amigos @urbeslz e @tmzmares a respeito da sugestão do presidente da OAB, Ophir Cavalcante, de uma iniciativa popular para discutir a Reforma Política (ver aqui). @urbeslz trouxe a questão, @tmzmares posicionou-se contra por desconfiança das intenções do advogado e eu disse que sou a favor de qualquer iniciativa popular no âmbito político, embora tenha concordado com vários pontos levantados pelos colegas.

Para mim, não importa o assunto. Desejo sempre que as pessoas se interessem por política, discutam e interfiram, porque creio ser este o caminho - aliado à boa vontade e ações efetivas de nossos governantes - para nossa maturidade social. Hoje, zapeando pela rede, encontrei esse artigo da Dora Martins, que reproduzo abaixo, conclamando a população a fazer sua parte. Leiam:

O Poder Judiciário na mira da sociedade

(Radioagência NP)

Votamos a cada quatro anos, e todo ano sofremos a tristeza de ver brasileiros e brasileiras perderem a vida por descura do poder público. Desastres das chuvas de janeiro se repetem há décadas e ficamos, no fundo, todos impotentes, tristes, revoltados, e à espera que tudo, de novo, aconteça. Falta-nos lembrar de todas essas desgraças na hora do voto, na hora de exigir o que é devido daqueles que colocamos no Poder, para que façam por nós o que sabemos que deve ser feito.

A participação da sociedade na condução das políticas implementadas pelo Estado deve ser estendida e cada vez maior, pois é o único modo de se avançar com a democracia.

O Poder Judiciário foi alvo de uma larga pesquisa feito pelo IPEA, em 2010, e dela obteve a baixa nota 4,55. Com isso, está dado o recado: o Poder Judiciário precisa ofertar ao povo brasileiro um novo formato de justiça, e que a prestação dela se dê de forma correta, eficiente e no tempo certo. Faz-se necessária a urgente reforma política ampla, que abranja todos os poderes do Estado e que cada Poder atue de modo a garantir o bem estar dos cidadãos.

No foco das reformas políticas que abrangem o Judiciário, está o Supremo Tribunal Federal. Hoje, ele que é órgão máximo do Poder Judiciário, cuida de questões várias, advindas dos demais tribunais estaduais e federais.

Um dos pontos da reforma que se espera é que o STF cumpra apenas seu papel maior, qual seja um tribunal constitucional, que cuide de nossa Constituição com exclusividade e profundidade, pois está ela repleta de nossos mais caros princípios que devem defendidos quando atacados e garantidos quando postos em risco.

A presidenta Dilma nomeará, durante seu mandato, pelo menos três ministros do STF. Para poder disputar uma vaga de ministro do STF, o candidato ou candidata deve ter “mais de 35 e menos de 65 anos, ter notável saber jurídico e reputação ilibada” (art. 101 da CF). Assim sendo, a nossa Presidenta pode contribuir com a reforma política, desde já, sem muito esforço, e sem vulnerar seu poder no processo de nomeação do novo ministro ou ministra. Basta que ela dê transparência e democratize esse processo de nomeação.

Para tanto pode a Presidenta Dilma divulgar e dar publicidade dos nomes dos candidatos e candidatas ao cargo do STF. Com isso, será possível ao cidadão brasileiro, suas entidades de classe, suas associações debaterem e se manifestarem, formalmente, sobre os candidatos e candidatas ao cargo de ministro. Afinal, o que almejam esses candidatos e candidatas é, nada mais nada menos, ser a voz da Justiça brasileira, em seu mais alto patamar.

Com tal proceder, a nossa Presidenta estará prestigiando a participação social na construção da democracia brasileira. Permitir que o povo conheça, discuta, opine e seja ouvido é valorizar a cidadania em seu grau mais relevante.

É direito do cidadão saber o que o candidato ou candidata a ministro do STF pensa, como agiu e age ele ou ela na defesa dos princípios constitucionais e quais são seus compromissos com a construção de uma sociedade menos desigual e mais garantidora da dignidade humana.

É hora, pois, de nossa presidenta fazer a história. E, você, cidadão ou cidadã, faça sua parte. Mande mensagens para a Presidente Dilma, e peça essa transparência no trato com questões tão fundamentais.

Por Dora Martins
Reproduzido de http://www.cartacapital.com.br/politica/poder-judiciario-na-mira


Sds,

Daniele Barizon


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Série Ministros: VI - Alexandre Padilha

Dando sequência à série das segundas, o NeointerAtivo traz hoje o perfil do ministro Alexandre Padilha, da Saúde:

Alexandre Padilha nasceu em São Paulo e formou-se em Medicina pela Unicamp. Foi membro do Diretório Estadual do PT/SP entre 1991 e 93 e fez parte da coordenação das campanhas de Lula para a presidência em 1989 e 1994.

Subchefe de Assuntos Federativos na Secretaria de Relações Institucionais em 2007, foi indicado por Lula a vaga aberta no TCU (Tribunal de Contas da União). Em 2009, foi convidado a assumir como ministro das Relações Institucionais no lugar de José Mucio Monteiro, que foi para o TCU.

Competências do Ministério da Saúde: organização e elaboração de planos e políticas públicas voltadas para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros; dispor de condições para para a proteção e recuperação da saúde da população, reduzindo as enfermidades, controlando as doenças endêmicas e parasitárias e melhorando a vigilância à saúde.

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Padilha
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/default.cfm

Sds,

Daniele Barizon

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Internet: MP 517 pode alavancar banda larga

Reproduzo artigo da Carta Capital:

Internet: MP 517 pode alavancar banda larga

A medida provisória que desonera os modems usados no serviço de banda larga deve impulsionar os programas de internet popular.

A Medida Provisória 517, que desonera os modems usados no serviço de banda larga, deve impulsionar os programas de internet popular que estão em desenvolvimento desde 1999, mas que efetivamente não deslancharam em cinco Estados – entre eles, São Paulo.

Na visão de especialistas, a proposta dos Estados de isentar apenas o serviço da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) tornaria inviável a oferta de internet popular nos moldes da proposta apresentada pelos governos, uma vez que o aparelho de modem é responsável por aproximadamente 40% de todos os impostos da banda larga.

Por isso, o engenheiro em telecomunicações Eduardo Tude, da consultoria Teleco, acredita que uma iniciativa do Governo Federal pode fazer com que a oferta de internet a baixo custo deslanche de maneira efetiva. Na visão dele, a medida vai favorecer principalmente a internet móvel, considerada fundamental para a universalização do serviço em áreas de difícil acesso com cabos. “As operadoras tinham muita dificuldade para oferecer o serviço da forma como foi proposta pelos Estados pelo fato delas terem que arcar com os custos do modem. Porém, agora elas poderão fazer a universalização”.

Animadas com a promessa de queda nos custos dos aparelhos, as teles já planejam a implantação de campanhas do serviço a R$ 29,80, como forma de atrair novos clientes para suas bases.

Segundo o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, um dos focos da empresa para este ano é a venda maciça da internet popular. “A gente está lançando uma banda larga popular que pode ser com ou sem imposto. Nos estados que já desoneraram, vamos lançar sem imposto. Nos outros, vamos lançar com imposto e trabalhar junto aos governos estaduais para que eles sejam sensíveis à desonerar este produto”, afirmou em entrevista recente.

Outro que comemorou o indício de redução da carga tributária do setor é o presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Antônio Carlos Valente, que não poupou elogios à atuação de Paulo Bernardo à frente do Ministério das Comunicações. “É uma medida que certamente trará benefícios ao consumidor, por isso acho ótimo ver que o Governo colocou em sua agenda a questão da redução de impostos sobre o serviço de banda larga”, disse.

No caso da Telefônica, os ganhos obtidos com a redução da carga tributária serão ainda maiores do que para outras operadoras, pois recentemente a empresa assumiu o controle da Vivo, líder na área de telefonia móvel.

De acordo com Valente, a internet popular será a porta de entrada dos clientes no serviço Speedy, porque as pessoas vão se acostumar com o uso da banda larga e sentirão a necessidade de comprar mais velocidade ao longo do tempo. “É uma porta de entrada na banda larga, então, pretendemos criar pacotes para dar velocidades ainda maiores àqueles que aderirem outros serviços também”.

Em outubro de 2010, a maior concessionária de telefonia fixa do Estado de São Paulo tinha 24 mil clientes com acesso à internet de baixo custo, e estima que esse total chegue a 52 mil usuários durante os primeiros meses deste ano, contra 450 mil assinantes da versão popular do Net Virtua, da Net Serviços.

Embora a banda larga popular seja a grande promessa das operadoras para atrair novos clientes, o serviço não vingou em Estados como São Paulo, onde a desoneração do Imposto sobre ICMS não foi o suficiente para atender a mais de 2,5 milhões de pessoas que tem computador em casa, mas não acessa a rede. Inicialmente, a retirada dos impostos seria válida apenas para velocidades entre 200 kilobits (Kbps) por segundo e 1 megabyte por segundo.

A desoneração dos modems também foi comemorada pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) Humberto Barbato. Segundo ele, o incentivo fiscal pode alavancar o setor de eletroeletrônicos de telecomunicações que encerrou o ano de 2010 com queda de 9% em relação a 2009.

Nos últimos três anos, a retração acumula 23,7%, devido a fatores como a redução de investimentos das operadoras, o aumento das importações (20%) e a diminuição das exportações (19%), estimulados principalmente pela valorização cambial.

Por Wilian Miron*
Extraído de http://www.cartacapital.com.br/politica/internet-mp-517-pode-alavancar-banda-larga
 
Sds,
 
Daniele Barizon

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

#ForçaRegiãoSerrana: nunca é demais lembrar
















Saiba como ajudar no seu estado (com informações da Cruz Vermelha):

AL
Endereço: Av. Com. Gustavo de Paiva, 2.889 – Mangabeiras
CEP:57.038-000 – Maceió – AL
Tel.: (82) 3325-2430 – Fax: (82) 33325.1607

AM
Endereço: Parque Residencial Adrianópolis, QB – Casa 16
CEP:69.020-210 – Manaus – AM.
Tel. Res.: (92) 3236.5704

BA
Endereço: Av. Luis Eduardo Magalhães, 3091
Bairro: Cabula
CEP:41.150.595, Salvador – Bahia
Tel.: (71) 33410414 – (71) 3555.4112

CE
Endereço: Rua José Lourenço, 3.280 – Aldeota
CEP: 60.115-282 – Fortaleza – CE.
Tel.: (85) 3472.3535 / (85) 3472-3531

DF
SCLRN 715, Bloco C, Loja 25
Brasília – DF
Tel.: (61) 3361.6904

MA
Endereço: Av. Getúlio Vargas, 2342 – Monte Castelo
CEP: 65.025-001 – São Luiz – MA
Tel.: (98) 3222-4331

MT
Endereço: Av. Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA) s/n° ao
lado do Comando Geral da Polícia Militar
CEP: 78.058–970 Cuiabá – MT
Tel.: (65) 3641.2629

MS
Endereço: Av. David Correia Leite, 273 Universitaria 2
CEP: 79.071-310 Campo Grande – MS.
Tel: (67) 3388.0056

MG
Endereço: Alameda Ezequiel Dias, 427- Centro
CEP: 30.130-110 – Belo Horizonte – Minas Gerais
Tel.: (31) 3224.2987 / (31) 3226.4233

PA
Endereço: Av. Gentil Bitencourt nº 1.840 Bairro São Braz
CEP: 66.040-000 Belém – PA.
Tel. Filial (91) 3226.2556 / Fax 3226.5934 / 3226.2554

PR
Endereço: Rua Vicente Machado, 1.310-Centro
CEP: 80.420-011 – Curitiba – PR.
Tel:(41) 3016.6622 / (41) 3017.5260
Fax: (41) 3017.5261

PE
Endereço: Rua Itaquicé, 140 IPSEP
51.350-160 Recife m- PE.
Tel.: (81) 3224.5906

RN
Filial do Estado do Rio Grande do Norte
Rua Gastão Mariz, 191 Nova Descoberta
CEP: 59.075-280 Natal – RN
Tel:(84) 3234.1292

RJ
Endereço: Praça Cruz Vermelha, 10/12 Térreo Centro
CEP: 20.230-130 Rio de Janeiro – RJ.
Tel.: (21)2508.9090

RS
Endereço: Av. Independência, 993 – Centro
CEP: 90.035-076 – Porto Alegre – RS.
Tel.: Filial (51) 3391.5955 – 3391.5953

SC
Endereço: Rua Santos Saraiva, 821 – Estreito
CEP: 88.070-100 – Florianópolis – SC.
Tel.Filial (48) 3244.6681
Tel.: (48) 3244.4718

SP
Endereço: Av. Moreira Guimarães, 699 – Indianópolis
CEP: 04.074-031 – São Paulo – SP.
Tel.: (11) 5056-8666

A organização também cadastra doadores pelo site: http://cruzvermelha.org.br/

Sds,

Daniele Barizon

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Na trave













Ô vida... Bora pra repescagem... rs!

Sds,

Daniele Barizon

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Série Ministros: V - Fernando Bezerra Coelho

Já que temos ouvido falar frequentemente da importância do Ministério da Integração Nacional, por conta da tragédia climática da Região Serrana, trazemos hoje o perfil de Fernando Bezerra Coelho:

Competências do Ministério: Formulação e condução da Política Nacional de Desenvolvimento Regional - PNDR; formulação dos planos e programas regionais de desenvolvimento; estabelecimento de estratégias de integração das economias regionais; estabelecimento das diretrizes e prioridades na aplicação dos recursos do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste; estabelecimento de normas para cumprimento dos programas de financiamento dos fundos constitucionais e das programações orçamentárias dos fundos de investimentos regionais; acompanhamento e avaliação dos programas integrados de desenvolvimento nacional; defesa civil; obras contra as secas e de infraestrutura hídrica; formulação e condução da política nacional de irrigação; ordenação territorial; e obras públicas em faixas de fronteiras.

Ministro atual: Fernando Bezerra Coelho

Fernando Bezerra Coelho nasceu em Petrolina (PE). Formou-se em Administração pela Fundação Getúlio Vargas, foi Deputado Estadual por Pernambuco em 1982 e Deputado Federal Constituinte em 1987, reelegendo-se em 1990. Em 92, torna-se prefeito de sua cidade natal, assim como em 2002 e 2004. Renunciou ao último mandato na Prefeitura para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e a presidência do Complexo Portuário de Porto de Suape. Já foi filiado ao PDS, ao PFL (hoje DEM), ao PPS e atualmente ao PSB.

Fontes: http://www.mi.gov.br/ministerio/index.asp
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Bezerra_Coelho

Sds,

Daniele Barizon

sábado, 15 de janeiro de 2011

Postagem Especial: Ajude as vítimas das enchentes na Região Serrana

O NeointerAtivo não posta aos finais de semana, mas hoje faz uma exceção. Trata-se de mais um apelo para auxílio às vítimas das enchentes na Região Serrana do Rio de Janeiro, já considerada a maior tragédia do Brasil. É triste ouvir, a cada momento, notícias de mais mortes e mais dor. Por outro lado, é fortificante ver a quantidade de doações, vinda de todos os lados, e a energia das pessoas que se dispõem a ajudar. Estivemos na Cruz Vermelha para acompanhar a movimentação e registrar na blogosfera a solidariedade do povo brasileiro. E, claro, fazer também nossa parte.

Voluntários na Praça da Cruz Vermelha















Triagem de roupas















Voluntário NeointerAtivo na Rodoviária Novo Rio















Blogueira do NeointerAtivo fazendo a sua parte















Corrente de solidariedade

















Contas para doações em dinheiro (com informações do G1):


“SOS Teresópolis – Donativos”
Prefeitura de Teresópolis
Agência 0741-2
Conta Corrente 110000-9

Prefeitura de Nova Friburgo
Banco: Banco do Brasil
Agência: 0335-2
Conta: 120.000-3

Defesa Civil – RJ
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 0199
Operação: 006
Conta: 2011-0

Fundo Estadual de Assistência Social do Estado do Rio de Janeiro
CNPJ 02932524/0001-46
Banco: Itaú
Agência: 5673
Conta: 00594-7

Campanha SOS Sudeste (CNBB e Cáritas Brasileira)
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 1041
Operação: 003
Conta: 1490-8
Banco: Banco do Brasil
Agência: 3475-4
Conta: 32.000-5

Postos para doações (com informações do G1):

Teresópolis

Em Teresópolis foi montado um outro posto para receber donativos. As contribuições podem ser levadas para o Ginásio Pedrão, onde foi montado um abrigo de ajuda às vítimas. O local fica na Rua Tenente Luiz Meirelles 211, no bairro Várzea, no centro da cidade.

Petrópolis

Foram montados três postos para doação de água, colchão e material de limpeza e higiene na região de Itaipava: na Igreja Wesleyana, no Vale do Cuiabá; na Igreja de Santa Luzia, na Estrada das Arcas; e no centro de Petrópolis, na sede da Secretaria de Trabalho, Ação Social e Cidadania (R. Aureliano Coutinho, número 81).

Museu Imperial

O Museu Imperial montou um posto de coleta de donativos. Além disso, os visitantes poem opatar por pagar a entrada com uma doação diretamente na bilheteria. O item de maior urgência é água potável, que pode ser trocada pelo ingresso com uma doação de, no mínimo, 1,5 litro. Também são recebidos itens de higiene pessoal, roupas, alimentos não perecíveis, roupa de cama, cobertores, colchonetes e toalhas. O ponto de coleta do museu é no prédio da biblioteca, no saguão em frente à sala multimídia, com acesso pelo bosque do imperador (praça do Cenip). Para trocas de doações por ingressos, os visitantes devem se dirigir diretamente à bilheteria.

Polícia Militar

Todos os batalhões da PM do Rio de Janeiro vão receber doações a partir desta quinta-feira (13). Os comandantes dos batalhões recomendam a doação de água mineral, alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal.

Em São Paulo, todos os batalhões da Capital e do interior receberão alimentos não perecíveis, roupas, lençóis, cobertores, colchões, colchonetes, materiais de limpeza e higiene, água potável e remédios.

Rodoviária

A Rodoviária Novo Rio recebe doações para a Cruz Vermelha. Os donativos serão recebidos no piso de embarque inferior, das 9h às 17h.

Cruz Vermelha

A Cruz Vermelha está cadastrando voluntários para ajudar na triagem do material arrecadado para vítimas das chuvas na Região Serrana. Quem quiser colaborar deve procurar a sede da entidade no Rio, na Praça da Cruz Vermelha 10, no Centro.

Segundo o presidente da filial Rio, Luiz Alberto Lemos Sampaio, o mais importante agora é coletar alimentos não perecíveis, água, leite, além de roupa de cama e banho. Os donativos podem ser entregues no posto instalado na Rodoviária Novo Rio, na sede da Cruz Vermelha e nos quartéis do Corpo de Bombeiros.

Estádios

A Secretaria estadual de Esporte e Lazer montou uma rede de solidariedade. Os estádios do Maracanãzinho e Caio Martins (em Niterói) recolhem doações. As contribuições podem ser: garrafas de água potável, fraldas, material de higiene pessoal, colchonetes, alimentos não perecíveis, roupas e agasalhos. O Maracanãzinho recebe doações das 8h às 20h - Entrada pelo portão 12A. No Caio Martinns, o horário é o mesmo e a entrada é pelo portão principal na Avenida Roberto Silveira, em Icaraí.

Viva Rio

O Programa de Voluntariado do Viva Rio também iniciou uma campanha de arrecadação de roupas e mantimentos para a região serrana do Rio de Janeiro, especialmente Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Para ajudar, basta fazer a doação na sede do Viva Rio (Rua do Russel, 76, Glória) ou através de depósito bancário na conta do Viva Rio, no Banco do Brasil, agência 1769-8, conta-corrente 411396-9 e CNPJ: 00343941/0001-28. Para mais informações o Viva Rio disponibiliza os telefones (21) 2555-3750 e (21) 2555-3785.

A ONG também estará recebendo donativos em todas as unidades das Lojas Americanas no Rio e nas estações do metrô de General Osório, Siqueira Campos, Botafogo, Carioca, Glória, Largo do Machado, Catete, Central do Brasil, Saens Peña, Nova América e Pavuna.

Postos em supermercados

O grupo de supermercados Pão de Açúcar montou postos de arrecadação em todas as 100 lojas da rede no estado do Rio. As doações podem ser feitas nos estabelecimentos Pão de Açúcar, ABC Compre Bem, Sendas , Extra Supermercados e Assaí. De acordo com o grupo, os donativos serão entregues até 26 de janeiro.

O supermercado Zona Sul também aceita doações durante o mês de janeiro em sua unidade Mega Box, localizada na Av. Brasil, 9.561 – Olaria. Quem quiser participar poderá contribuir com alimentos não perecíveis, roupas, sapatos, colchonetes, cobertores ou produtos de higiene. O Mega Box funciona de segunda a sexta, das 7h30m às 21h, e nos domingos e feriados, das 8h às 14h.


Sds,

Daniele Barizon


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

#Luto Região Serrana














Reproduzo artigo da Carta Capital:

Desastre no Rio é o maior da história do país. Saiba como ajudar as vítimas

(Redação Carta Capital)
A tragédia na região serrana do Rio de Janeiro já é a maior da história do Brasil. O número de mortos pelas enxurradas e deslizamentos de terra chegou a 509 na manhã desta sexta-feira 14, mas a Defesa Civil não consegue calcular quantas pessoas ainda estão soterradas nas diversas cidades da região atingidas pelo temporal.

Durante a madrugada, o trabalho de buscas foi mantido apenas em Nova Friburgo. Nos municípios de Teresópolis e Petrópolis as buscas foram interrompidas por causa da falta de iluminação e devido à chuva que caiu durante a madrugada, mas os serviços já foram retomados no início da manhã de hoje. Alguns bairros desses municípios continuam sem luz e sem água e boa parte do comércio permanece de portas fechadas.


Uma equipe de cerca de 250 garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) segue para Friburgo para ajudar na limpeza da cidade. Também estão sendo enviados para a região carros-pipa e pás mecânicas. O governador Sergio Cabral diz que não são apenas os municípios da região serrana que estão em situação crítica: “O que nos está angustiando são as próximas horas e dias, pois há previsão de mais chuva. O problema não se resume aos municípios de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis. Envolve também Areal, São José do Vale do Rio Preto e Sumidouro. Há áreas ainda com risco de desabamento, com queda de barreiras e com índice pluviométrico com previsão elevada”.

O governador falou sobre a tragédia no estado depois de sobrevoar a região serrana com a presidenta Dilma Rousseff. Segundo ele, o governo do Rio está negociando com o Banco Mundial um empréstimo de R$ 1 bilhão para o projeto Morar Seguro. “Há quatro meses, estamos negociando o empréstimo com o Banco Mundial. O programa tem o objetivo de retirar a população carente das áreas de risco.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a chuva poderá voltar a atingir as cidades da região serrana nesta sexta-feira. O governo do estado informou que cerca de 10 mil pessoas foram atingidas pela tragédia.

A Cruz Vermelha divulgou endereços em diversos estados para receber doações destinadas às vítimas da tragédia. A entidade pede que sejam doados água potável, alimentos, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal, como sabonetes, pastas de dente e fraldas descartáveis. Saiba quais são os locais:

AL

Endereço: Av. Com. Gustavo de Paiva, 2.889 – Mangabeiras
CEP:57.038-000 – Maceió – AL
Tel.: (82) 3325-2430 – Fax: (82) 33325.1607

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Endereço: Parque Residencial Adrianópolis, QB – Casa 16
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A organização também cadastra doadores pelo site: http://cruzvermelha.org.br/

Sds,

Daniele Barizon

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

#Luto Região Serrana

A tragédia que se abateu sobre a Região Serrana do Rio de Janeiro – já considerada a maior do Brasil – chega a ser inacreditável. Até agora, são 381 mortos (e ainda há desaparecidos) e milhares de desabrigados. Além de três cidades praticamente destruídas. A gente sempre se pergunta o por quê da catástrofe. Mas no fundo sabe a resposta. Afinal, não é novidade ou coincidência. Há pouco tempo, foi a baixada fluminense com o Morro do Bumba. Angra dos Reis. Ilha Grande. Santa Catarina. Vítimas às centenas.

Vítimas de quem, afinal? Da fúria da natureza? Do consumo desenfreado? Do aquecimento global? Do descaso das prefeituras? Da falta de planejamento urbano? Da ocupação desordenada de áreas ambientais e de risco? Da nossa condição social? Sim, sim. Infelizmente. Tudo isso e mais. E sabendo disso, já poderíamos ter, ao menos, improvisado soluções.

Coisas simples e de curto prazo, como planos emergenciais. Tais quais os piscinões de São Paulo (na realidade poucos saíram do papel). Tecnologias que detectem o volume de chuva por região. Paliativos, enquanto resolvemos nossos principais problemas, gravíssimos, que incluem o respeito e a preservação ao meio ambiente e políticas públicas que atendam à necessidade de moradia das populações carentes, sem, é claro, relegá-las aos confins. Abaixo alguns contatos para ajuda.

DOAÇÃO DE SANGUE


Hemorio
Rua Frei Caneca, 8, Rio de Janeiro, Centro
Telefone: 0800-282-0708
DOAÇÃO DE DINHEIRO

“SOS Teresópolis – Donativos”
Banco do Brasil
Agência 0741-2
Conta Corrente: 110000-9

DOAÇÃO DE ALIMENTOS E ROUPAS
Cruz Vermelha
Praça Cruz Vermelha 10
Centro do Rio

Sds,
 
Daniele Barizon

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tragédia das chuvas: mortos chegam a 37 na região serrana do Rio


Rio e São Paulo, mais uma vez, sofrem com a tragédia provocada pelas chuvas. Na região serrana carioca, até agora, 37 mortos, incluindo oficiais do Corpo de Bombeiros. Vamos evitar falar de política neste momento triste, embora saibamos que a questão inevitavelmente perpassa as esferas do poder público e a necessidade de obras de infraestrutura, entre outras. O NeointerAtivo faz aqui seu minuto de silêncio. Deixo vocês com alguns links. Amanhã voltamos para comentar.


http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/01/pelo-menos-37-pessoas-morreram-na-regiao-serrana-por-causa-das-chuvas.html

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/sobe-para-37-o-numero-de-mortes-na-regiao-serrana-20110112.html

http://noticias.terra.com.br/brasil/fotos/0,,OI143899-EI8139,00-Veja+as+piores+chuvas+de.html

Sds,

Daniele Barizon

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Atividades do IVA em 2011


Reproduzo chamada do IVA (Instituto Voluntários em Ação) para as *oportunidades de voluntariado online em 2011. Aos amigos blogueiros que quiserem se engajar nas atividades oferecidas para ajuda via Internet, aí vão algumas. Eu optei pela primeira.

ATIVIDADES:

http://www.voluntariosonline.org.br/oportunidade/12354-conteudista-de-boas-praticas-para-portais-e-blogs-da-web-2011?administracao=1

http://www.voluntariosonline.org.br/oportunidade/12359-pesquisador-online-de-boas-praticas--meio-ambiente-2011?administracao=1

http://www.voluntariosonline.org.br/oportunidade/12356-pesquisador-online-de-boas-praticas---terceira-idade-2011?administracao=1

http://www.voluntariosonline.org.br/oportunidade/12355-pesquisador-online-de-boas-praticas---saude-e-bem-estar-2011?administracao=1

http://www.voluntariosonline.org.br/oportunidade/12353-pesquisador-online-de-boas-praticas---criancas-e-adolescentes-2011?administracao=1

http://www.voluntariosonline.org.br/oportunidade/12352-pesquisador-online-de-boas-praticas---pessoas-portadoras-de-necessidades-especiais-2011?administracao=1

http://www.voluntariosonline.org.br/oportunidade/12351-pesquisador-online-de-boas-praticas---recursos-para-o-terceiro-setor-2011?administracao=1

http://www.voluntariosonline.org.br/oportunidade/12358-pesquisador-online-de-boas-praticas---responsabilidade-social-das-empresas-2011?administracao=1

http://www.voluntariosonline.org.br/oportunidade/12331-pesquisador-de-ongs-do-brasil?administracao=1

http://www.voluntariosonline.org.br/oportunidade/12332-movimento-vlog---youtuber-voluntario?administracao=1

http://www.voluntariosonline.org.br/oportunidade/12363-cyberativista-divulgador-de-boas-praticas-2011?administracao=1

*Todas as oportunidades estão disponíveis no Portal Voluntários Online (http://voluntariosemacao.org.br/), basta estar cadastrado para se candidatar. Deve-se clicar em "Quero Ajudar" para enviar a candidatura.

Sds,

Daniele Barizon

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Série Ministros: IV - Maria do Rosário

Nesta segunda, o NeointerAtivo traz o perfil da ministra Maria do Rosário, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, nome repetido com frequência ultimamente. Envolvida pela mídia em suposto impasse com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, por causa da Comissão da Verdade, projeto que visa investigar crimes da ditadura militar para esclarecimento histórico, Maria do Rosário garante que não há desentendimento. E pelo, visto não há mesmo, pois Jobim finalmente deu seu parecer favorável à instauração da comissão.

Competência do órgão: atua na articulação e implementação de Políticas Públicas voltadas para a proteção e promoção dos direitos humanos.

Ministra atual: Maria do Rosário

Maria do Rosário Nunes nasceu em Veranópolis-RS. Formou-se em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com mestrado em educação e violência infantil. Foi vereadora de Porto Alegre por 2 mandatos seguidos, entre 1993 e 1999. Em 2002, elegeu-se deputada federal, reelegendo-se ainda em 2006 e 2010, renunciando ao último para atuar como ministra de Dilma Rousseff.

Atuação no Congresso: relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre redes de exploração sexual de crianças e adolescentes; Representante da Câmara na Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos durante a Ditadura Militar; presidente da Comissão Especial da Lei Nacional da Adoção; coordenadora da Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente; vice-presidente das Comissões de Direitos Humanos e Minorias, e Educação e Cultura; presidiu a Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal em 2009.

Fontes: http://mariadorosario.com.br/index.php?pag=perfil
http://www.direitoshumanos.gov.br/sobre/oq

Sds,

Daniele Barizon





sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Balanço de Lula 2: o governante e suas escolhas

Reproduzo o 2º artigo do Nassif sobre a era Lula:

No primeiro post de avaliação do governo Lula, houve um bom comentário da Cláudia Stefani sobre o conceito de "oportunidade perdida". Dizia ela que esse conceito não é bem aceito pela historiografia devido ao fato de que as oportunidades acabam dependendo das circunstâncias do momento histórico. Se existem as circunstâncias adequadas, as oportunidades se realizam. Se não existem, não adianta reescrever a história no condicional.

Ela respondia a um artigo onde eu lembrava "oportunidades perdidas" que menciono no livro "Os Cabeças de Planilha": uma, no início da República, outra na segunda metade dos anos 60; a terceira, e maior, na partida do Real. Nos três momentos, perdeu-se a oportunidade de criar um mercado de massas, capaz de lançar o país em uma nova dinâmica de desenvolvimento.

Para Cláudia, na virada da República a não inclusão social dos libertos – um dos fatores que levaram à perda da oportunidade, segundo entendo –, se deveu ao fato de que a jovem República tinha outras prioridades. As circunstâncias culturais da época não permitiam às elites aceitarem ex-escravos nem colocar a inclusão como prioridade. A vizinha Argentina recorreu ao "branqueamento" da raça através de medidas radicais. O Brasil contemporizou, deixando de lado, não incluindo. Assim, mesmo a não inclusão dos libertos teria sido um avanço, do lado brasileiro, em relação ao argentino.

É uma discussão antiga, mas sempre uma boa discussão, especialmente quando amparada em argumentos sólidos e bem colocados como os da Cláudia.

Mesmo assim, discordo. Se as circunstâncias sempre se impusessem sobre os personagens, a rigor não haveria diferenciação entre os governantes: todos seriam guiados pelas circunstâncias. Não haveria a figura do Estadista, o homem que consegue enxergar o caminho e colocar o país na nova rota, aproveitando melhor as circunstâncias do que o não-estadista. Ou seja, as circunstâncias existem para todos, mas apenas alguns conseguem realizar o futuro.

Na época da Proclamação da República, as circunstâncias permitiram o aparecimento de um pensamento diferenciado de Joaquim Nabuco e André Rebouças, das teorias anti-raciais de Manoel Bonfim, mas não foi o suficiente. O país não estaria preparado ou foi vítima de um acúmulo de opções erradas, culminando com as malandragens do Ministro da Fazenda Rui Barbosa, que levaram ao "encilhamento"?

Ora, havia uma febre de industrialização, uma reorganização da poupança, as experiências (ainda que incipientes) de criação de um mercado de capitais. A bandeira industrialista se impunham trazida pelos ares de renovação da República. Não fosse a tragédia do encilhamento – fruto de escolhas erradas de Rui Barbosa, movidas por interesses menores - , consolidar-se-ia o novo modelo econômico, que – a exemplo dos Estados Unidos de 50 anos antes – teria necessidade de ampliar o mercado de consumo de massa criando uma nova dinâmica. Os erros levaram a quatro décadas de estagnação.

Mesmo no caso vizinho da Argentina, o que diferenciaria a elite visionária de fins do século 19, das sucessivas gerações que, ao longo do século 20, dissiparam todo o potencial acumulado do país?

Segundo Cláudia, o "branqueamento" proposta pela elite argentina visava emular os países europeus. Mas a mesma elite que queria o "branqueamento" – estimulou a vinda dos "olhos azuis", acabaram chegando turquinhos e quetais – também tornou obrigatório o ensino básico e abriu as escolas públicas aos imigrantes que chegavam, embora lhes negasse a posse da terra. Unificou a Argentina, permitindo que o potencial de recursos financeiros e humanos de Buenos Aires se estendesse para outras regiões.

Enxergou a tomada dos pampas e aproveitou as oportunidades abertas pelas novas tecnologias – tanto na produção quanto no resfriamento da carne para exportação para a Europa – para tornar a Argentina a quarta ou quinta economia do mundo e a primeira, no Novo Mundo, a abolir a miséria absoluta.

Implementar seu plano, superar o pesado regionalismo argentino, obrigar Buenos Aires a abrir mão da exclusividade sobre os recursos da alfândega foi um trabalho ciclópico que dependeu de um conjunto de opções e decisões bem sucedidas. Como imaginar que um trabalho de tal complexidade teria o mesmo resultado, independentemente de que estivesse na sua implementação? Após esses 15 anos, Buenos Aires continuou querendo ser Europa, mas as novas elites perderam totalmente o fio da meda que conduziria o futuro.

Deixemos a Argentina de lado. Temos a história passando na nossa frente aqui no Brasil, em tempo real, para conferir o papel dos governantes e suas circunstâncias.

Física e ciências sociais

E aí seria interessante se os cientistas sociais, analistas políticos e economistas fossem buscar na física maneiras diferentes de entender a dinâmica social.

Em geral tendem a ver essa dinâmica como um "processo", algo cumulativo que pode se acelerar mais ou menos de acordo com as circunstâncias, mas sempre seguindo uma linearidade, uma continuidade.

Nessas análises, não conseguem ser encaixados os momentos de ruptura, que podem lançar um país em um novo patamar de desenvolvimento ou levar uma nação ao suicídio. Para eles, tudo é linear, como a máquina de prever o futuro de Monteiro Lobato no livro "O presidente negro". Futuro = passado + presente; se tenho o passado e o presente, posso projetar o futuro.

Não é bem assim. Todas as circunstâncias que projetam o desenvolvimento podem estar presentes em um país. Mas o desenvolvimento só se realiza em sua plenitude quando aparece o Estadista (uma pessoa ou um grupo de visão diferenciada) que junta os ingredientes, enxerga o todo, faz as escolhas corretas e, principalmente, monta a estratégia política que permitirá o nascimento do novo (que, por ser novo, não tem influência) sobre o antigo (que, embora decadente, mantém o poder).

Cabe a ele juntar as partes e mostrar o novo todo. Quando as partes conseguem se enxergar como parte de um conjunto maior, cria-se uma sinergia nova, uma nova dinâmica fundamentalmente diferente do momento anterior, quando as partes existiam mas de forma independente e descosturada.

O caso chinês é exemplar. Antes, houve o investimento em educação, a inclusão social inicial que tirou bilhões da miséria absoluta, a superação da "revolução cultural", a experiência capitalista de Hong Kong.

Nenhum historiador ousaria afirmar que a dinâmica da sociedade chinesa nas duas últimas décadas obedeceu a uma linearidade em relação aos períodos anteriores. O país aproveitou cada circunstância desenvolvida nos períodos anteriores, mas quando os dirigentes chineses juntaram todas as circunstâncias em torno de um plano estratégico e de um objetivo claro de desenvolvimento, mudou o patamar.

É totalmente diferente, é um crescimento exponencial, com todas as forças do país unificadas pelo projeto maior de desenvolvimento nacional. E esse modelo foi montado em cima de decisões, de escolhas. O nacionalismo chinês poderia ter levado o governo a uma posição xenófoba em relação às empresas estrangeiras; ou a uma posição subserviente. A escolha foi atrair as empresas de fora, oferecer a possibilidade de participar dos ganhos do novo mercado que se formava, da mão de obra, do câmbio. Mas, em contrapartida, transferir tecnologia, montar parcerias com empresas chinesas.

Em 1994 – como mostro em meu livro – China e Brasil eram as bolas da vez dos investimentos internacionais, em um momento em que as multinacionais redefiniam radicalmente sua lógica de investimento.

A China negociou corretamente seu mercado interno. O Brasil implementou uma abertura financeira equivocada que provocou 12 anos de estagnação. Um foi vitoriosa, outra derrotada. As circunstâncias na época não permitiriam a FHC adotar decisões corretas? Claro que sim. Dispunha da popularidade de ter vencido a inflação, os melhores quadros técnicos do país, a visão do potencial do mercado de massas que se formaria dali pela frente. Jogou tudo pela janela para garantir, com o câmbio controlado, o fortalecimento de grandes grupos financeiros que garantiriam o futuro político do partido e uma vida de riqueza para os implementadores do modelo.

Supor que as circunstâncias definem per si o modelo é ignorar a existência de linhas alternativas, que permitem a escolha; que escolhas certas levam ao desenvolvimento; que escolhas erradas levam ao desastre.
Por si, as circunstâncias não moldam uma trajetória previsível. Nos momentos de ruptura, o futuro ainda não foi desenhado, há uma balbúrdia, a mistura do bolo ainda não é clara. O futuro do país dependerá, então, da capacidade de acerto ou de erro dos governantes nas suas decisões.

Se não fosse assim, a Irlanda dos anos 90 não teria perdido o bonde no final dos anos 2000. Nem Portugal, que conseguiu um enorme salto nos anos 90 graças à União Europeia mas também aos acertos das medidas implementadas na época, em torno de uma visão de futuro clara –que esmaeceu nos últimos anos.

Lula e suas circunstâncias

As circunstâncias que levaram o Brasil ao salto dos últimos anos já estavam presentes desde fins dos anos 90, algumas plantadas nos anos 80 ainda no governo Figueiredo, outras ganhando expressão nos dois fatos políticos mais relevantes do período: a Constituição de 1988 e o primeiro ano do governo Collor.

No meu "Os Cabeças de Planilha" faço uma síntese dessas ideias-força, desses "fatores portadores de futuro", – na denominação dos estrategistas políticos.

Relaciono os diversos grupos de conhecimento acumulados nas últimas décadas – de saúde, gestão, inovação, políticas sociais -, os avanços institucionais – mercado de capitais, multinacionais brasileiras, as cadeias produtivas, o sistema de apoio às pequenas e micro empresas -, a nova diplomacia que se desenhava, a recuperação da autoestima, dos valores culturais nacionais. Previa que todas essas circunstâncias levariam a um novo modelo assim que houvesse a ruptura trazida pela crise final do neoliberalismo (o livro foi lançado em 2005, em cima de artigos publicados nos anos anteriores e a crise prevista aconteceu em 2008). E dizia que esse potencial somente se realizaria quando, junto com a crise, aparecesse o Estadista capaz de mostrar o todo, colocar os grupos lado a lado e passar a ideia de Nação, do todo.

Jamais supus que, poucos anos depois, do Lula confuso do primeiro mandato emergisse o Estadista do segundo mandato.

A crise de 2008, de fato, permitiu romper o círculo de ferro que amarrava o futuro ao passado. Mais à frente me permito analisar alguns "se" em relação à crise. A crise abriu espaço para o novo modelo. Mas o resultado final dependeu das escolhas feitas no período.

Com FHC, as escolhas teriam sido outras e os resultados completamente diversos.

Por Luis Nassif
Extraído de http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/balanco-de-lula-2-o-governantes-e-suas-escolhas

Sds,

Daniele Barizon

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Balanço de Lula 1: a criação do mercado de massa

Dando sequência à temática da semana, reproduzo artigo de Nassif em seu blog:

A grande discussão acadêmica do momento é se o governo Lula inaugurou uma nova era – ao consolidar uma economia de massa – ou se foi uma continuidade do governo FHC.
O divisor de águas é a formação da sociedade de massas, com a inclusão econômica e política, definindo uma nova etapa no desenvolvimento brasileiro, um novo paradigma para as políticas públicas.

Na primeira metade dos anos 2000 escrevi um conjunto de artigos explorando esse tema – e que acabaram se constituindo na espinha dorsal do meu livro “Os Cabeças de Planilha”.

Não é um livro de historiador. É um livro de jornalista com alguns “insights” que, creio eu, só agora estão tendo desdobramentos junto ao mundo acadêmico. Um deles, o da reavaliação do “encilhamento”, ainda não foi suficientemente cinzelado pela Academia, especialmente a estratégia política em torno da remonetização (introdução de um novo padrão monetário) da economia – que seria seguida no Plano Real. Há bons livros analisando os erros, mas nenhum casando os erros com a estratégia de tomada de poder por parte de Rui Barbosa – que serviu de base para o modelo desenhado por Gustavo Franco para o Real.

O ponto que, agora, domina o debate acadêmico – graças aos estudos do André Singer – é o do impacto político e econômico da formação de uma economia de massa. Já tinha delineado no meu livro.

No “Cabeças de Planilha” trabalho o conceito de “janelas de oportunidade” na vida dos países, aqueles momentos únicos que, sendo aproveitados, lançam o país em um novo patamar; não sendo aproveitados, entram na cota do desperdício histórico.

Identifico três janelas na história do país, todas elas relacionadas com a possibilidade de ampliação dos mercados econômico e político, através da inclusão de novas massas – o mesmo conceito aprofundado por Singer para analisar o governo Lula.

A primeira, o período da Proclamação, onde se junta a Abolição e a política de atração de imigrantes. Ali se poderia ter dado o primeiro grande salto na criação de uma sociedade moderna. Morreu devido aos erros do Encilhamento, à falta de políticas públicas que ajudassem na inclusão dos libertos, e as enormes dificuldades colocados no caminho dos imigrantes. Em vez de um salto, criaram-se as bases para a vergonhoso concentração de renda que dominaria o século 20. Enfim, havia falta de elite.

A segunda grande janela se deu na segunda metade dos anos 60. O processo de industrialização ganhara fôlego, tivera início o grande movimento de urbanização, acelerado pela seca no nordeste. A falta de uma política agrária, de fixação do homem no campo, a carência de investimentos nos sistemas de educação e saúde, em vez de um salto no mercado trouxeram o inchaço das grandes metrópoles. Quando esgotou-se o modelo exportador e o salto do “milagre”, não havia mercado interno para sustentar o crescimento.

A terceira janela de oportunidade desperdiçada – dizia eu no livro – foi justamente o Plano Real.

Em geral abre-se a oportunidade de grandes movimentos de mobilidade social ou em eventos políticos traumáticos (como na Proclamação) ou em grandes desastres geográficos.

Com o Real, FHC recebeu o prato pronto, de presente. O fim da inflação trouxe para o mercado de consumo milhões de brasileiros, sem traumas políticos, sem tragédias ambientais. E isso em um momento de grande reorganização da estrutura das multinacionais, com o Brasil despontando como um dos países sede das unidades produtivas.

Esse movimento foi abortado porque inclusão social, criação de bases sólidas econômicas, nunca fizeram parte das prioridades de FHC. E essa história de que primeiro precisaria consolidar a estabilidade monetária não resiste aos fatos.

Têm estudos de Edmar Bacha, no primeiro semestre de 1995, admitindo que a luta contra a inflação já tinha sido completada e que, agora, seria o desenvolvimento. Impôs-se a estratégia de criação de grandes grupos financeiros à custa da apreciação do real. O contraponto tímido – de pessoas como Luiz Carlos Bresser Pereira e José Serra – se dava no campo do desenvolvimentismo tradicional, jamais na ampliação de políticas sociais como base para um novo mercado de massas.

Os poucos avanços que ocorrerem em educação e saúde foram decorrência exclusiva da Constituinte, que criou transferências obrigatórias para o setor. Durante toda sua gestão, o Ministro Pedro Malan tentou acabar com a vinculação.

Digo isso para salientar que é falsa a ideia de continuidade entre FHC e Lula na criação desse mercado de massa. E de que consumou-se com Lula porque as condições sociais e políticas impuseram-se por si próprias.

FHC jamais implementaria esse modelo, em nenhuma circunstância, porque não fazia parte de suas prioridades. Aliás, quem leu a entrevista com ele, com que fecho meu livro, perceberá uma absoluta ignorância de FHC em relação a pontos essenciais desse novo modelo, que o livro percebia latente, mas que só se materializou nos últimos anos. Sua única visão de país consistia na geração de grandes grupos financeiros, internacionalizados, que avançariam levando o país consigo.

Assim, considero correta a avaliação de que a grande marca de Lula, que mudou o Brasil no plano econômico, político, regional, foi o da criação do enorme mercado de massa, político e econômico. Esse é o divisor de águas, a mudança de paradigma.

Por Luis Nassif
Extraído de

Amanhã posto a 2ª parte do artigo.

Sds,

Daniele Barizon

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O país que ele construiu

Os oito anos que mudaram a economia, colocaram o Brasil na rota do crescimento sustentado e o transformaram num dos mercados mais cobiçados do mundo.

Em outubro de 2002, em seu primeiro discurso como presidente eleito da República, o ex-metalúrgico nordestino Luiz Inácio Lula da Silva revelou uma ambição singela: "Precisamos garantir que cada homem ou cada mulher, por mais pobre que seja, tenha o direito de tomar café da manhã, almoçar e jantar todo santo dia."

Dois mandatos e oito anos depois, Lula deixa um legado que vai muito além da redução da fome no Brasil. Ao descer a rampa do Palácio do Planalto, em 1º de janeiro, ele encerrou um capítulo decisivo na história do País, digno de grandes personagens da política nacional, como Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas.

Na era Lula, quase 40 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza e se tornaram uma poderosa classe média consumidora. Essas pessoas passaram a se alimentar mais e melhor, a comprar automóveis e eletrônicos, a viajar nas férias e a realizar o sonho da casa própria. O Brasil passou de caloteiro internacional à grande voz dentre os países emergentes, sentando lado a lado com os desenvolvidos nos fóruns de poder e de negócios internacionais. Um círculo virtuoso de distribuição de renda, justiça social e crescimento que mudou a economia brasileira e despertou a atenção do mundo.

Ao receber das mãos de Fernando Henrique Cardoso a faixa de presidente, Lula assumiu um país malvisto pelo mundo financeiro, uma herança dos tropeços econômicos causados pelo superendividamento e pela hiperinflação dos anos 80 e início dos 90.

Seus dois antecessores, Itamar Franco e FHC, conseguiram domar o dragão da inflação com o Plano Real, mas o resgate da confiança internacional plena só aconteceria no governo Lula. Ironia do destino?

Lula chegou e saiu de Brasília como o presidente mais popular da história do Brasil e sepultou a fama de caloteiro internacional.

Ele próprio era visto como uma ameaça séria à estabilidade econômica e, no exercício do poder, revelou-se seu maior defensor. Lula acabou com o risco Lula. Às vésperas das eleições 2002, o chamado risco-país (termômetro que mede a confiança dos investidores na capacidade de uma nação honrar seus pagamentos) medido pelo banco J.P.Morgan atingiu 2.436 pontos, equivalente ao índice de países como Paquistão e Burundi. Hoje, o cenário é o extremo oposto.

Graças à manutenção dos pilares macroeconômicos construídos nos anos de FHC e da redução da dívida pública em proporção do PIB (veja gráfico), o risco-país chegou aos atuais 174 pontos.

E mais: o Brasil recebeu o carimbo de grau de investimento pelas três maiores agências de classificação de risco de crédito, Standard & Poor's, Moody's e Fitch. Com isso, passou a ser visto oficialmente como uma economia de fundamentos mais sólidos e menos vulnerável a crises externas, proporcionando ao investidor uma opção mais segura para investimentos.

Nem mesmo a crise do mensalão, em 2006, foi capaz de impedir a construção dessa confiança. "O Brasil solidificou seus fundamentos e, principalmente, tornou-se um país previsível", disse à DINHEIRO o diretor do grupo de analistas soberanos da Standard & Poor's, Sebastian Briozo.

No Bric, clube dos emergentes mais promissores, deixou Rússia, Índia e China para trás nesse aspecto. "Nenhum dos Brics possui tanta previsibilidade política quanto o Brasil. Aos olhos dos investidores, isso é fundamental", garante Briozo.

O resgate e a manutenção da credibilidade externa são vistos como o maior legado de Lula por empresários e até adversários políticos. "Lula deixa a consolidação de uma política econômica responsável.

O Brasil é respeitado na comunidade internacional. A responsabilidade, o respeito aos contratos e os estímulos à iniciativa privada são um grande legado", afirma Rômulo de Mello Dias, presidente da Cielo, uma das novas empresas que deram certo na revolução capitalista dos últimos anos.

Embora ressalve que o governo tenha gasto demais nos últimos meses durante a campanha eleitoral, o que obrigará Dilma Rousseff a pisar no freio da economia nos primeiros meses de 2011, o senador Aécio Neves, do PSDB, reconhece o feito histórico.

"A maior herança (de Lula) é a responsabilidade em manter a política econômica herdada do governo anterior, com metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário", afirma Neves.

Não por acaso, o Brasil é hoje um dos principais destinos de investimentos estrangeiros. A entrada recorde de dólares abriu caminho para o aumento das reservas internacionais, que saltaram de US$ 37,8 bilhões em 2002 para quase US$ 285 bilhões.

No caminho inverso, o dólar caiu de R$ 3,94 para menos de R$ 1,70. A equipe econômica de Lula, liderada por Guido Mantega na Fazenda e Henrique Meirelles no Banco Central, fez o País ficar menos endividado.

A relação dívida/PIB recuou de 60,6%, em 2002, para 40,1%, em 2010. A taxa de juros reais (além da inflação) desceu sete pontos percentuais. O crédito, uma das locomotivas do crescimento, aumentou em 20 pontos percentuais e ficou próximo a 50% do PIB.

Em um positivo efeito cascata, o crescimento do PIB deverá se aproximar de 8% em 2010, quase três vezes superior à média de 2,6% dos quatro anos anteriores. "O Brasil experimentou um ciclo de crescimento constante e sustentável, apoiado em um alicerce econômico mais sólido", diz o economista-chefe do J.P. Morgan, Fábio Akira. "Tudo isso criou um campo fértil para o avanço da nova classe média", completa.

Mais do que manter intacta a herança monetária do Plano Real, Lula capitaneou uma revolução de consumo que fez do mercado doméstico o grande trunfo para atrair investimentos locais e externos e escapar mais rápido da grande recessão global de 2008.

"O mandato de oito anos teve coerência. Lula acreditou que a estabilidade monetária era a precondição para que outras coisas boas acontecessem no Brasil", diz o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco. "Ao mesmo tempo, a determinação da inclusão social e os mecanismos de distribuição de renda foram fundamentais para a expansão do crédito e a criação de um mercado interno mais forte."

Obviamente, Dilma terá muito trabalho pela frente e o desafio de aprofundar reformas estruturais empacadas, como a tributária e a da Previdência. Mas o País do futuro virou o País do presente.

Em suas últimas declarações no governo, Lula mostrou-se satisfeito com as conquistas e as perspectivas. "O Brasil será a quinta maior economia do mundo em 2016", previu na terça-feira 28 em Pernambuco, sua terra natal. Alguém duvida?
 
Por Milton Gamez e Hugo Cilo
Extraído de http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/45376_O+PAIS+QUE+ELE+CONSTRUIU
 
Sds,
 
Daniele Barizon

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

"Aprovação popular de Lula é a maior do mundo, aponta pesquisa Sensus"

Disse ontem que traríamos por aqui edição sobre tema especialíssimo. E não tenho dúvida de que é. Quem não acompanha interessadamente política pode não ter se dado conta, ainda, do momento ímpar que estamos vivendo. Em termos históricos, quero dizer. Daqui a alguns anos, quando os livros didáticos trouxerem os fatos de nossos dias, talvez meus filhos e/ou netos sintam o mesmo que um dia senti, quando lia tão avidamente determinadas passagens sobre a era Vargas, por exemplo. E talvez cheguem à conclusão, como eu, de que determinadas personalidades marcam época. Lula, goste-se ou não, é uma dessas personalides. E entra para a história de cabeça erguida. Se gozamos hoje da expectativa de um futuro a curto prazo promissor, não podemos - e nem temos a intenção - de olvidar o passado. No decorrer da semana, o NeointerAtivo trará coletâneas de algumas notícias que valem ser destacadas sobre o ex presidente mais popular do Brasil e, de acordo com pesquisa da Sensus, do mundo. Comecemos, aliás, replicando o assunto que tomou conta da blogosfera e das redes sociais em 30/12:


*"Aprovação popular de Lula é a maior do mundo, aponta pesquisa Sensus"

"A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que encerra oito anos de governo com 87% de aprovação, é a maior do mundo, afirmou nesta quarta-feira (29) o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade."

"Segundo Andrade, Lula está à frente da ex-presidente chilena Michelle Bachelet, que tinha 84% de aprovação quando deixou o governo, e do ex-mandatário uruguaio Tabaré Vázquez, que teve 80% ao final do mandato."

"O presidente da CNT também comparou o desempenho de Lula com líderes mundiais históricos, entre os quais o primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela (82% de aprovação), o ex-presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt (66%), e o general francês Charles De Gaulle (55%)."

"Fernando Henrique Cardoso (PSDB), antecessor de Lula, tinha 26% de aprovação após dois mandatos, segundo levantamento da CNT/Sensus de 2001."

"A avaliação da popularidade de Lula é resultado da 110ª edição da pesquisa CNT/Sensus, para a qual foram entrevistadas duas mil pessoas, em 136 municípios de 24 estados, entre os dias 23 e 27 de dezembro de 2010. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos."

"Segundo o levantamento, a aprovação do desempenho pessoal do presidente está em 87%, contra 80,7% da pesquisa anterior. Cerca de 10,7% dos entrevistados desaprovam o presidente e 2,4% não responderam."

*Reproduzido de: http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/governo-lula-10/aprovacao-popular-de-lula-e-a-maior-do-mundo-aponta-pesquisa-sensus-35981.html
 
Sds,
 
Daniele Barizon

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Discurso de posse de Dilma Rousseff

Na primeira segunda-feira de 2011, pela regra deste blog, deveríamos postar a biografia de um dos ministros escolhidos por Dilma. É, como já esclarecido, uma forma singela de contribuir para que amigos e leitores possam conhecer um pouco mais da vida e das obras de representantes que tomarão decisões importantes para nosso presente e futuro. Dadas as circunstâncias, porém, faremos diferente. Afinal, não seria natural que este espaço, orientado pela simpatia às políticas de centro-esquerda - principalmente as de cunho social - se abstivesse de trazer a íntegra do discurso de posse da presidente eleita:



Amanhã, pequena edição sobre tema, sem dúvida, especialíssimo.

Que 2011 seja excelente para todos!

Sds,

Daniele Barizon